quarta-feira, junho 14, 2006

Copa do Mundo e Érico Veríssimo

Pois é ... não foi um show mas considerando que jogamos com 10 a maior parte do tempo até que 1 x 0 foi bom. E a Croácia, por enquanto, vai ter de se contentar com o prêmio de pijama mais bonito da Copa!

Para o próximo jogo, parte da imprensa é a favor de escalar o Ronaldo para ele ganhar ritmo de jogo. Outra parte acha que justamente para preservar o Fenômeno, ele deveria ficar fora do jogo para ter chance de entrar mais em forma. Ou se motivar mais, sei lá.

No final das contas, como a opinião que vale mesmo é a do Parreira, o Ronaldo deve começar como titular contra a Austrália. Tomara que ele se encontre e acorde para o jogo, mas se isso não acontecer, torço para que o Parreira não espere tanto para substituí-lo.

E mudando completamente de assunto, como podem ver na listinha ao lado, andei tomando uma overdose de Érico Veríssimo. Não é de hoje que eu substituí minha lista de livros para ler por uma de autores. Robert E. Howard e Philip K. Dick, por exemplo, são dois autores dessa lista que tive oportunidade de ler nos últimos tempos e que são muito bons. Entre os autores nacionais, Érico Veríssimo sempre foi um escritor que estava na minha lista dos que deveriam ser lidos mas que, por um motivo ou outro, eu nunca chegava a ler.

Pois finalmente a oportunidade surgiu. Estava eu outro dia na Rodoviária do Tietê sem nada na mochila para ler. Fui até a livraria (banca?) do terminal e na seção de livros de bolso achei Ana Terra e Olhai os lírios do Campo em edições baratinhas. Não deu outra. Uma coisa leva a outra e acabei comprando dias depois Um certo capitão Rodrigo.

O resultado dessa brincadeira é que Jorge Amado agora tem um concorrente à altura na minha lista de autores nacionais favoritos. E agora eu tenho um problema: vou ter de ler toda a trilogia O Tempo e o Vento. ;-)

Em grande parte isso se deve aos dois livros que li que fazem parte da primeira parte de O Tempo e o Vento.

Uma das coisas que mais admiro em alguns escritores é a capacidade de transportarem a gente para o local da história sem carregarem demais a descrição e caracterização em detrimento do andamento e do ritmo da trama. Érico Veríssimo faz isso de maneira genial. A descrição da época e do cenário é muito efetiva, usa palavras e jargões locais sem exagero e de forma inteligível a quem teve pouco ou nenhum contato com a cultura e a história do sul. E o mais importante (para mim pelo menos) a história, que é bem interessante, não é interrompida ou tampouco torna-se arrastada em função da caracterização.

Não existem palavras sobrando. E nem faltando. Enfim, muito, muito bom.

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