segunda-feira, junho 26, 2006

Herdeiros ...

quinta-feira, junho 22, 2006

Movimento pendular ...

Comentando uma mensagem no blog do Fabinho sobre como a mídia influencia a sociedade, fiquei com vontade de escrever um pouco mais sobre o assunto.

O Fabinho estava questionando até onde os valores sob os quais vivemos são ditados pela mídia de entretenimento. Ele propõe que já perdemos de vista a diferença do que é real e do que é uma realidade paralela imaginada pelos roteiristas de televisão.

Ao comentar a mensagem, eu escrevi que vejo os valores, a ética e os costumes em constante mutação. Uma espécie de evolução darwiniana do nosso modo de ser, agir e ver o mundo. Mas por que evolução darwiniana? Muito simples, acho que as pessoas mudam por experimentação. Aquilo que dá certo, é preservado e vai tornando-se um valor mais forte na sociedade. Aquilo que dá errado é descartado. O problema é que isso não é uma ciência exata e os critérios de seleção natural não são simples como "indivíduos mais rápidos sobrevivem porque o leão não consegue matá-los para comê-los".

Soma-se a isso o fato de que acho que o ser humano é movido a extremos. A galera move-se numa direção e, quando não dá certo, tende a ir na direção oposta de forma extrema. E assim vai oscilando até encontrar um ponto de equilíbrio, numa espécie de movimento pendular. Exemplo: eu nasci no início da década de 70 e fui criado com uma certa liberdade mas ainda com uma boa dose de imposição de disciplina por parte dos meus pais. Mas existe uma geração que veio um pouco depois da minha, que já foi criada na base do "é proibido proibir". Pais que não colocavam limites para os filhos seja por convicção (recalque pela forma que foram criados), consciência pesada porque não tinham tempo para os filhos ou medo de "traumatizar" as crianças ao não darem tudo o que queriam.

O resultado disso, é que hoje temos andando por aí pessoas que não estão nem aí com os outros, extremamente individualistas e que têm dificuldades de assimilar situações onde são contrariadas. Isso gerou um questionamento da sociedade do tipo "Epa! Isso não pode estar certo!". O resultado disso, é que hoje existe uma geração de pais que estão buscando um meio-termo. Tentando colocar limites e disciplina, mas ao mesmo tempo evitando cercear o diálogo entre pais e filhos que foi uma conquista da geração do excesso de liberdade. Ou seja, a tendência é a coisa acomodar na região do bom senso, mas não sem antes a experimentação ir aos extremos. Um pêndulo.

E isso vale para muito do que fazemos, somos e vivemos.

O pêndulo na mídia

Voltando um pouco à questão específica da mídia, acho que ela serve como uma espécie de amplificador deste processo. É claro que a mídia busca impor os pontos de vista de seus controladores. Mas este processo é afetado por dois fatores importantes:

O primeiro é que os tais pontos de vista de quem controla a mídia está em constante mutação. Seja porque os indivíduos que controladores mudam, seja porque os interesses mudam ou porque as pessoas mudam e evoluem (ou involuem, mas eu sou otimista). Isso é uma consequência do que estou propondo aqui então não vou me extender nisso.

Já o outro fator é que corporações de mídia, e em particular as de mídia de entretenimento, são empresas com o objetivo de ganhar dinheiro. Para ganhar dinheiro essas corporações tem que produzir conteúdo de boa aceitação junto à massa. E o bom senso indica que isso não combina com impor pontos de vista.

Na maior parte, o conteúdo do entretenimento vai na linha do que é seguro. O raciocínio dos executivos é que se o jogo XYZ era um first-person shooter (FPS) e vendeu tantos milhões, se for lançado um jogo similar deverá ter uma aceitação parecida. Se o último filme de dinossauros teve boa bilheteria, então outro filme de dinossauros deve ter desempenho bom também. O maior exemplo disso são séries como C.S.I ou Law and order (e a novela das 6!).

A pegadinha é que eles não podem fazer a coisa exatamente igual (a não ser, é claro, no caso da novela das 6). Tem que ter o tal do "plus a mais", ou para usar a palavra da moda, tem que ter um diferencial. Oras, isso não é nada além de introduzir mutações para ver o que dá certo e o que não dá. Algumas vezes, estas mutações vão enfatizar uma característica já existente e que se acha desejável (o próximo FPS será mais violento!) ou introduzir algo novo (o tal do twist ...). Se a mutação der certo, os produtores vão seguir naquela direção como um touro desembestado. Se não der, vai demorar bastante para alguém tentar aquilo de novo.

E o que é dar certo ou não dar certo? É a aceitação do público. É o que faz o pêndulo continuar a ir numa direção ou reverter para outro sentido. E isso é outra maneira de dizer que o público molda a mídia tanto quanto o contrário. Ou que cada um tem a televisão que merece ... ;-)

Formação de opinião

Antes de terminar (afinal, preciso trabalhar e hoje tem jogo do Brasil), acho importante enfatizar que a despeito do que escrevi acima, eu concordo que a mídia é um instrumento forte de formação (manipulação?!) de opinião. Exemplos para isso não faltam, desde o famoso debate entre Lula e Collor "editado" pela Globo até a crescente aceitação do homossexualismo no mundo (que é uma boa coisa, por sinal).

Mas mesmo esse poder de persuasão tem seus limites. Um povo mais educado e com potencialmente mais discernimento iria restringir muito a eficácia da edição da Globo.

terça-feira, junho 20, 2006

Bóias-frias cyberpunks

Ontem no fretado (onde mais?) um colega meu me passou um link para um site chamado Rent a Coder. É um serviço bacana que se eu tivesse conhecido na época de faculdade ia facilitar a minha vida de garoto de programa. Basicamente eles fazem o meio-de-campo entre pessoas que precisam de pequenas soluções de software com programadores do mundo inteiro. Tudo muito bem organizado e aparentemente seguro.

Olhando o site, me chamou a atenção um link para uma reportagem no Wall Street Journal (aqui replicada no próprio site Rent a Coder) e resolvi dar uma olhada para ver o que eles achavam do serviço. A matéria faz uma comparação interessante entre os programadores que trabalham através do Rent a Coder e trabalhadores braçais nas grandes cidades americanas. Tipo bóias-frias e chapas para quem mora no Brasil.

Lendo a reportagem uma série de imagens veio à minha cabeça sobre como já estamos vivendo em um romance do William Gibson. Não que implantes cibernéticos já possam ser comprados em qualquer periferia das metrópoles japonesas. Mas a idéia de milhares de programadores em países do leste europeu, oriente médio e sudeste asiático, fazendo trabalhos de programação por 25 dólares (o trabalho, não a hora) através da Internet para pessoas em países do primeiro mundo não deixa de ser um lado decadente do mundo cyberpunk descrito por Gibson em suas histórias.

Lembro que quando comecei a me interessar por computação, programação era o mais próximo de feitiçaria que eu poderia aprender. E isso foi há pouquíssimo tempo, uns 20 anos mais ou menos. Naquela época, eu conseguia ganhar um bom dinheiro (para os meus padrões adolescentes) fazendo programas para pequenos negócios como locadoras de vídeo e restaurantes. Computadores eram coisas estranhas e misteriosas naquela época, e mesmo com poucos conhecimentos (Clipper?!) não faltava trabalho nem a admiração dos "adultos" sobre como eu dominava aquela besta misteriosa chamada computador.

Hoje, com a banalização da tecnologia e o boom da Internet, computadores são eletrodomésticos que a gente compra no supermercado. Software é commodity. Hacker (pelo menos no que o imaginário popular entende por hacker) é pouco mais que um pixador de muros. E Johnny Case não vive em Tokyo ou no Sprawl, mas em uma métropole superpopulada da Índia ou em alguma ruína do Afeganistão.

segunda-feira, junho 19, 2006

Feriadão ...

Copa do Mundo

Essa é só para satisfazer o meu lado supersticioso ...

No primeiro fim-de-semana da Copa do Mundo eu assisti a todos os jogos. Deu um puta azar porque acabei errando vários jogos no bolão do trabalho. Nesse fim-de-semana, prolongado diga-se de passagem, resolvi acompanhar a Copa do mundo mais à distância. Obviamente, acertei vários jogos na cabeça e melhorei minha posição no bolão. :-)

Fora isso não tenho muito o que comentar. Tenho lido tanto sobre a Copa do Mundo esses dias que fico com a sensação que tudo já foi dito. De memorável mesmo, pelo menos para mim, foi todo mundo na casa da minha sogra torcendo para a Coréia e a Hannah sozinha gritando "França! França!". Isso acabou me deixando dividido porque se por um lado eu quero mais que Les Bleus vão para casa mais cedo, por outro o prazer que a Hannah ia ter em tripudiar todo mundo ontem ia solidificar a paixão pelo futebol de uma vez por todas nela.

Mas, como ela também precisa aprender a lidar com decepções, a Coréia ganhou e, para orgulho do papai, ela aguentou bem as gozações. Com orgulho principalmente porque isso é uma coisa que ela ainda precisa aprender a fazer bem. Tem a ver com cair e levantar de novo, mas é difícil de ensinar isso para as crianças (o que faço é derrubar a Hannah propositalmente de vez em quando, mas que dá uma dó, ah isso dá ...)

Lost

Apesar do feriado prolongado, acabei ficando em casa mesmo por conta da grana estar meio curta e de diversos compromissos sociais dos meus filhos. Entre uma festinha de criança e outra, aproveitei para assistir à primeira temporada de Lost (em DVD ... quem precisa de TV à cabo ou esperar 25 semanas para assistir todos os episódios?).

Vamos começar pela parte ruim: tinham me falado tão bem da série que fui com expectativas muito altas. E como sempre acontece nesses casos, acabei ficando um pouco decepcionado.

Mas como também quase sempre acontece, a série na verdade é boa. Minhas expectativas é que eram muito altas.

A série realmente é bem viciante, os episódios são montados de forma a sempre terminar em um cliffhanger. E isso, quando se está assistindo em DVD com todos os episódios à disposição pode causar problemas. Tanto que a Érica e eu assistimos uns três episódios por noite e mesmo assim eu ainda precisava fazer um pouco de esforço para não continuar na sala e varar a noite assistindo.

O que eu achei mais bacana é a forma de narrativa. No início da série, todos os personagens são iguais, isto é, todos são sobreviventes de desastre aéreo. E só. Aos poucos, vão sendo introduzidos as características específicas de cada um e brincando com as imagens preconcebidas que temos em nossa cabeça: esse cara é o herói, aquela é a mocinha, este é o vilão, aquele outro é o pai relapso com dificuldades com os filhos, a loura burra, e por aí vai.

Aí começam os flashbacks e todas essas imagens caem por terra ou são distorcidas de formas interessantes. Achei muito bacana essa maneira como os flashbacks mudam o contexto das situações presentes que já foram contadas antes. Isso, mais do que o mistério da ilha (que para mim até aqui parece meio solto, quase improvisado), é o ponto forte da série.

No mais, muita correria, algumas forçadas de barra e diversão garantida. Preciso agora arrumar a segunda temporada para assistir.

Trabalho corrente

Enquanto meu primeiro livro fica mofando em uma gaveta esperando uma revisão que provavelmente nunca virá (finalmente entendi um "conselho" para novos escritores que li há algum tempo que mandava queimar o primeiro livro), comecei a trabalhar no segundo.

Os trabalhos estão andando de forma lenta mas firme. Se tudo der certo até o final do ano vou acionar os beta readers (vocês sabem quem vocês são, portanto preparem-se!).

quarta-feira, junho 14, 2006

Deutsch? Warum nicht?

Parte do tempo que fico no fretado todos os dias eu aproveito para estudar um pouco de alemão. Um colega meu, companheiro nessa vida de bate-volta entre São José e Sampa, ficou curioso e pediu o endereço do site de onde baixei o curso.

O curso é da Deutsche Welle, com lições em MP3 e PDF e pode ser encontrado aqui.

Um site um pouco menos legal (e com menos conteúdo gratuito também), mas com mais variedades de idiomas (francês, alemão, espanhol e italiano) é este site da BBC.

Copa do Mundo e Érico Veríssimo

Pois é ... não foi um show mas considerando que jogamos com 10 a maior parte do tempo até que 1 x 0 foi bom. E a Croácia, por enquanto, vai ter de se contentar com o prêmio de pijama mais bonito da Copa!

Para o próximo jogo, parte da imprensa é a favor de escalar o Ronaldo para ele ganhar ritmo de jogo. Outra parte acha que justamente para preservar o Fenômeno, ele deveria ficar fora do jogo para ter chance de entrar mais em forma. Ou se motivar mais, sei lá.

No final das contas, como a opinião que vale mesmo é a do Parreira, o Ronaldo deve começar como titular contra a Austrália. Tomara que ele se encontre e acorde para o jogo, mas se isso não acontecer, torço para que o Parreira não espere tanto para substituí-lo.

E mudando completamente de assunto, como podem ver na listinha ao lado, andei tomando uma overdose de Érico Veríssimo. Não é de hoje que eu substituí minha lista de livros para ler por uma de autores. Robert E. Howard e Philip K. Dick, por exemplo, são dois autores dessa lista que tive oportunidade de ler nos últimos tempos e que são muito bons. Entre os autores nacionais, Érico Veríssimo sempre foi um escritor que estava na minha lista dos que deveriam ser lidos mas que, por um motivo ou outro, eu nunca chegava a ler.

Pois finalmente a oportunidade surgiu. Estava eu outro dia na Rodoviária do Tietê sem nada na mochila para ler. Fui até a livraria (banca?) do terminal e na seção de livros de bolso achei Ana Terra e Olhai os lírios do Campo em edições baratinhas. Não deu outra. Uma coisa leva a outra e acabei comprando dias depois Um certo capitão Rodrigo.

O resultado dessa brincadeira é que Jorge Amado agora tem um concorrente à altura na minha lista de autores nacionais favoritos. E agora eu tenho um problema: vou ter de ler toda a trilogia O Tempo e o Vento. ;-)

Em grande parte isso se deve aos dois livros que li que fazem parte da primeira parte de O Tempo e o Vento.

Uma das coisas que mais admiro em alguns escritores é a capacidade de transportarem a gente para o local da história sem carregarem demais a descrição e caracterização em detrimento do andamento e do ritmo da trama. Érico Veríssimo faz isso de maneira genial. A descrição da época e do cenário é muito efetiva, usa palavras e jargões locais sem exagero e de forma inteligível a quem teve pouco ou nenhum contato com a cultura e a história do sul. E o mais importante (para mim pelo menos) a história, que é bem interessante, não é interrompida ou tampouco torna-se arrastada em função da caracterização.

Não existem palavras sobrando. E nem faltando. Enfim, muito, muito bom.

terça-feira, junho 13, 2006

É hoje!!!

Cheguei a achar que ia escrever um monte de coisas sobre a Copa do Mundo. Comentários de jogos inteligentes e bem escritos como este no site da ESPN. Mas infelizmente (ou felizmente) não estou tendo tempo de fazer isso. Com os jogos acontecendo quase que ininterruptamente das 10:00 até às 18:00 a correria está grande para tocar o dia-a-dia (corrido, como sempre) e ainda ter tempo de dar uma espiadinha nos jogos.

Aqui no trabalho colocaram uma TV grande na sala de reuniões e, sempre que sobra um tempinho, o povo vai lá para ver os jogos. Temos alguns fanáticos por futebol por aqui (eu inclusive) e o bolão está pegando fogo. Infelizmente, minha tática de apostar em alguns resultados não convencionais para disparar na liderança tem, até o momento, saído pela culatra. Quase deu certo no domingo, quando o México estava empatando em 1 x 1 com a seleção do Irã (e quem sabe hoje se a França empatar com a Suiça como espero).

Infelizmente para mim esta Copa não está tendo grandes zebras e, como resultado, no bolão da empresa só estou na frente de um pessoal que esqueceu de preencher alguns jogos. E um deles, mesmo sem preencher alguns jogos está na minha frente! É muita humilhação ...

De qualquer forma, é a Copa do Mundo! Os jogos até ontem tinham sido um pouco decepcionantes, com a possível exceção da Argentina que jogou para o gasto contra a Costa do Marfim no sábado mas claramente tem potencial para fazer muito mais.

Já ontem, dois jogos foram muito impressionantes.

O primeiro, a surra que a República Tcheca deu nos Estados Unidos. Eu achava que o time dos caras era só o Nedved e o Milan Baros (que por sinal não jogou) mas os caras jogam muito. São definitivamente o melhor time que vi jogar até agora nesta Copa. Os Estados Unidos aparentemente não jogaram o seu melhor futebol, mas mesmo que tivessem jogado não teriam chance. Estrearam contra seguramente um dos melhores times do mundo e tomaram uma surra. Agora é ver se o Bruce Arena consegue motivar os caras contra Itália e Gana.

Que por sinal, fizeram o outro jogo bacana da Copa até agora.

Bom, Gana não é grande coisa e o Essien estava meio apagadão ontem. Mas como correm esses caras! E tocam a bola direitinho, com poucos erros de passe. E atropelam quem estiver na frente. Pena que tenham a pontaria meio ruim. Mas infelizmente para eles a Itália é a Itália. Os italianos entraram em campo com uma expressão muito determinada no rosto. Deu para ver que eles não estão para brincadeira. E como jogaram! Quer dizer ... fizeram umas lambanças na hora de finalizar, mas tinham muito mais técnica do que os africanos e não ficavam devendo na raça.

Gostaria muito de ver a Seleção Brasileira jogando assim (com raça e determinação) ... não ia ter para ninguém!

Bom ... de ontem alguns palpites para o futuro: os Estados Unidos vão perder os outros dois jogos (contra Gana talvez tenham alguma chance, mas acho que não vão dar conta porque o nível é completamente diferente); República Tcheca e Itália vão fazer um jogaço imperdível (preciso arrumar uma desculpa para assistir!); as oitavas de final vão ser terríveis para o Brasil. Um jogaço, seja qual for o adversário, mas que vai dar nos nervos ... ah isso vai!

Bom, agora é trabalhar um pouco e esperar a hora do jogo! Brasil 4 x 1 na Croácia!!! Gols de Ronaldo (2), Kaká e Robinho.

sexta-feira, junho 09, 2006

Craques

Terceira mensagem no mesmo dia ... mas não pude evitar porque isso é muito bom.

Começou !!!

A Alemanha mesmo sem o Ballack começou com o pé direito. Se bem que ganhar da Costa Rica era obrigação, né? Ainda assim, não esperava tantos gols ... e a Alemanha perdeu pelo menos uns dois gols feitos.

A Costa Rica até que jogou direitinho ... mas do jeito que está, acho que não deve conseguir passar para a segunda fase. Boto muito mais fé na Polônia (cujo população não deve se conformar com o Klose e o Podolski jogando na Alemanha). Os costa-riquenhos só não vão ficar em último de grupo porque o Equador, longe da altitude de Quito, não é de nada.

Pronto. Falei. Agora é só esperar o tempo passar para queimar a língua. >:-)

Mas bom mesmo é que a partir de amanhã a imprensa esportiva vai voltar a falar de futebol. Já não aguento mais ler sobre estilingada na bunda do Ronaldinho...

Ah! Hoje é sexta-feira, o fim-de-semana já está aí e já negociei com a família os jogos que vou assistir. Amanhã tem o imperdível Argentina x Costa do Marfim e no domingo mais dois jogos: Holanda x Sérvia e Montenegro e Portugal x Angola.

Queria até assistir o jogo da Inglaterra amanhã de manhã... mas tenho que levar a criançada na escolinha ... de futebol! ;-)

Homem-aranha, Batman e Hobbo

Lendo a entrada sobre Heróis Sujinhos no blog do Fabinho, lembrei de algumas coisas inusitadas.

Uma delas é uma história do Homem-Aranha que li há muito tempo onde o vilão era um sujeito que tinha sido mordido por um coelho radioativo. Como podem imaginar, o tal cara (Homem-Coelho) ganhou força e agilidades proporcionais às do roedor.

O bacana da história é que era uma espécie de auto-sátira do Homem-Aranha, onde ele ridicularizava várias coisas que fazem parte do personagem, começando com a própria origem dos super-poderes.

Aliás, essa é na minha opinião uma das grandes forças das histórias do Homem-Aranha: o fato de não se levarem muito a sério. São frequentes as passagens e referências que lembram ao leitor que tudo é uma grande brincadeira. O próprio personagem, com seu conhecido senso de humor, fica a toda hora chamando a atenção para o ridículo de algumas situações. Isso acabava diminuindo o índice de rejeição da história em quadrinhos em uma época (anos 80?) onde lê-las ainda era coisa de nerd. Era como se os roteiristas dissessem: "Nós sabemos que isso é ridículo, mas não se preocupe: é de propósito. Relaxe e divirta-se".

Mas a grande força mesmo do Homem-Aranha era (é?) o fato de Peter Parker ser uma cara bem comum, com quem é muito fácil de se identificar. Ele não era um alienígena como o Super-Homem mas sim um estudante como tantos de seus leitores. E não só isso: as histórias focavam bastante nos problemas e no dia-a-dia do Peter Parker e como o Homem-Aranha influenciava de formas inesperadas a vida dele.

Acho que essa é a grande sacada: ao contrário do que se poderia imaginar, os super-poderes acabam causando um mundo de problemas à Peter Parker e este enfoque é que faz as histórias tão interessantes.

Já o Batman, o Bob Kane que me perdoe, mas é um personagem que nunca me chamou a atenção até o dia em que Frank Miller pôs as mãos nele e escreveu "Dark Knight Returns". Aí sim ele ganhou muita profundidade e ficou muito mais interessante. Tudo bem que "Dark Knight" é um divisor de águas na indústria dos quadrinhos ocidental de modo geral, mas é muito bacana ver como o personagem especificamente mudou para melhor depois daquela história.

Outro dia mesmo eu estava assistindo alguns episódios da Liga da Justiça com os meus filhos e é interessante ficar vendo o Batman interagindo com os outros heróis e com o Super-Homem em particular. Outro dia, vi um episódio onde eles iam para um mundo paralelo e encontravam as versões "bizarras" dos personagens. Foi muito bacana porque as versões do Batman não eram muito diferentes. Inclusive, o Batman acabava se identificando com os "Bizarros" e chegava a dizer para o Super-Homem que eles deveriam agir mais daquela maneira, significando que eles jogavam muito limpo com os criminosos.

Muito bacana. :-)

E numa referência mais particular para o pessoal do RPG, eu lembro frequentemente do "Only a Hobbo" quando vejo o Batman na Liga da Justiça. A única diferença é que o nosso Super-Homem (o Arkady) às vezes estava mais para Frank Castle do que para Clark Kent. ;-)

Hmmm ... isso ficou mais longo do que eu imaginava. Bom, tenho que ir porque daqui a 20 minutos começa a Copa do Mundo. Alemanha x Costa Rica.

Apesar do Ballack não jogar, vai dar Alemanha! 2x1!

terça-feira, junho 06, 2006

Filmes, RPG, quadrinhos e Xubuntu

Então ... como nem tudo na vida é trabalho, no último sábado arrumei tempo para ver um filminho. Assisti Círculo de Fogo (Enemy at the gates, 2001), um filme de guerra que eu já queria ver há algum tempo.

É um filme muito bacana por vários motivos. Primeiro, é uma história de guerra que não tem americanos. Conta a história do cerco do exército alemão à cidade de Stalingrado em 1942. Além disso, ele pega uma das mais famosas batalhas da Segunda Guerra e transforma em um conflito pessoal entre dois franco-atiradores. E o bacana é que fica-se com a impressão que o destino da batalha como um todo vai depender do resultado deste duelo particular.

Assistindo ao filme, não tive como evitar pensar um pouco em RPG. Eu sempre tive vontade de jogar uma campanha usando uma guerra e grandes batalhas como pano de fundo, mas sempre esbarrei na dificuldade técnica de realização. Este filme mostra um caminho interessante para fazer isso, conseguindo ser bem focado nos personagens e, ao mesmo tempo, amarrado com a história maior da batalha monumental que acontece em volta.

Definitivamente vale à pena ser visto.

Aproveitei também um momento de folga e li o último Lobo Solitário (volume 17, "Propósito Indomável"). Essa é uma série em quadrinhos japonesa que já haviam tentado publicar no Brasil umas duas ou três vezes. Aparentemente dessa vez fizeram direito e a coisa vingou (ajuda o fato de mangá ter crescido bastante em popularidade nos últimos anos).

A história é ótima e quem gosta de quadrinhos e ainda não leu deveria dar uma conferida.

Ah! Antes que eu me esqueça ... saiu o Ubuntu 6.06 e, com um pouco menos de evidência, agora o Xubuntu faz parte da distribuição oficial. Meu Pentium-II agradece! :-)

Eu odeio estatística

Bom ... na verdade eu não odeio estatística. Pelo menos não da maneira como odiava quando tinha que estudar para essa matéria na faculdade.

Mas é interessante como ela é inexorável.

Para quem não sabe, eu trabalho com gestão de projetos na área de informática. Aqui no trabalho, estamos ainda engatinhando nessa área mas temos começado a fazer algumas experiências interessantes.

Uma delas é começar a trabalhar incertezas como o que elas são: coisas incertas. Isso tem envolvido uma volta aos textos acadêmicos para relembrar (ou, mais corretamente, aprender de verdade) alguns conceitos e ferramentas básicos de estatística.

Começamos há pouco tempo a tentar associar um grau de confiança às nossas estimativas. A coisa toda ainda é muito incipiente, e mesmo usando algumas técnicas formais, as coisas ainda tem um ar de chutômetro muito grande.

Para encurtar a história ... usamos ferramentas estatísticas para estimar a incerteza em algumas estimativas de custo em projetos. Nosso alvo foi trabalhar com estimativas com 80% de certeza.

Pois é... 80%. Em outras palavras, a meta era de cada 5 projetos, no máximo um estourar as estimativas.

Então depois de quatro pequenos experimentos bem sucedidos, chegou o quinto. Já podem imaginar o que aconteceu, né?

O que isso significa? Talvez que estejamos no caminho certo. Talvez não signifique nada. Certamente significa que faz várias noites que chego em casa com meus filhos já dormindo.Mas, no fundo, no fundo, isso é apenas uma pequena desculpa para postar no blog uma desculpa (esfarrapada) para não postar no blog.

Não que alguém tenha cobrado. É só que este é um experimento ao qual eu gostaria de dar seguimento por mais do que uma semana.

Correria, correria, correria.

Bom. Postei. Agora de volta ao trabalho. :-)

quinta-feira, junho 01, 2006

Correria ...

É só começar alguma brincadeira nova como este blog (ou tentar voltar a jogar RPG) que minha vida vira de cabeça para baixo. Esta semana tem sido uma loucura e estou (quase) sem tempo para nada, trabalhando mais de 10 horas por dia...

Mas o mais chato não é nem ficar sem poder mexer com esse brinquedo novo. O que mais pesa para mim é ficar a semana toda sem conversar com meus filhos. Eu saio e volto para casa quando eles já estão dormindo. E o pior é que neste sábado eu tinha ficado de levar minha filha na escolinha de futebol e talvez não possa.

Bom ... para não espantar os poucos amigos malucos o suficiente para ler essas linhas, aproveito para mostrar um pouco de serviço. Atendendo a pedidos, coloquei links nas listas de livros e filmes ao lado para páginas no IMDB, na Amazon ou na Livraria Cultura, conforme fosse mais apropriado.

E para quem quiser se distrair um pouco, tem uma entrevista bacana com Al Lowe o cara que fez aqueles jogos do Leisure Suit Larry na década de 90.

Por hora é só ... vou voltar para a correria.